Calmo, a criança
faz o adulto
parar de chorar.
Depois faz do adulto
adulbo
para um poema da vida.
E o adulto,
sem compreender a criança,
brilha!
Sérvio Lima
PENSAMENTO LÍRICO
sábado, 24 de dezembro de 2011
POEMA DO MEU TEXTO
Que o meu texto ( poema )
não caia nunca em boca
muda, murcha, louca,
torta, uma boca que
dá colicas, fria e dura.
Que o meu texto ( poema )
não caia nunca em olho cego,
mas não cego que não vê
mas do cego analfabeto -
de espirito. Desses olhos poucos
que só enxergam a
visão do próprio umbigo.
Olhos apenas existido, não vivo.
Que o meu texto ( poema )
não caia nunca em ouvido oco.
Ouvido de signo morto,
perdido no próprio espaço.
Mas, que o meu texto ( poema )
caia sempre em corpo atento.
Desses de fina pena
que ao ver uma pequenina folha
já veja ali um grande poema.
Sérvio Lima
não caia nunca em boca
muda, murcha, louca,
torta, uma boca que
dá colicas, fria e dura.
Que o meu texto ( poema )
não caia nunca em olho cego,
mas não cego que não vê
mas do cego analfabeto -
de espirito. Desses olhos poucos
que só enxergam a
visão do próprio umbigo.
Olhos apenas existido, não vivo.
Que o meu texto ( poema )
não caia nunca em ouvido oco.
Ouvido de signo morto,
perdido no próprio espaço.
Mas, que o meu texto ( poema )
caia sempre em corpo atento.
Desses de fina pena
que ao ver uma pequenina folha
já veja ali um grande poema.
Sérvio Lima
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